Referência Bibliográfica

No Brasil


ABEN - Associação Brasileira de Energia Nuclear
www.aben.com.br

ABACC - Agencia Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares
www.abacc.org

No Exterior

URENCO
www.urenco.com



Angra 1,
mas que energia, a qualificação profissional de brasileiros.


Usinas Nucleares

    Existem reatores cuja finalidade é apena pesquisa em universidades e institutos de tecnologia.

    No entanto, existem aqueles que geram energia elétrica em usinas nucleares, são os reatores de potência para uso geral.

    As usinas nucleares são classificadas em função do fluido que resfria o reator. Há reatores refrigerado a gás, água fervente, água leve com moderado a grafite, água pressurizada, água pesada, refrigerados a metal líquido, etc.

    A procura da tecnologia nuclear no Brasil começou na década de 50, com o pioneiro nesta área, Almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva (1889-1976), que entre outros feitos criou o Conselho Nacional de Pesquisa.

    Em 1951 instalou-se o primeiro acelerador de partículas no Brasil, na Universidade de São Paulo - USP. Dois anos mais tarde, com a construção de três ultracentrífugas, que o CNPq contratou na Alemanha, o Brasil dava os primeiros passos na busca do domínio de uma nova tecnologia.

    
A decisão da implementação de uma usina termonuclear no Brasil aconteceu de fato em 1969, quando foi delegado a Furnas Centrais Elétricas SA a incumbência de construir nossa primeira usina nuclear. Em junho de 1974, as obras da Usina Nuclear de Angra 1 já se encontravam em estágio avançado, então o Governo Federal decidiu ampliar o projeto, autorizando Furnas a construir a segunda usina.

    Alguns anos mais tarde, foi divulgado com muito alarde nos meios de comunicação que os militares tinham um Programa Nuclear Paralelo com objetivo do domínio do conhecimento tecnológico nuclear que permitisse desenvolver não só submarinos nucleares mas também armas atômicas.

    A possibilidade do país dominar o ciclo completo do combustível nuclear, com certeza causou preocupações nas grandes potências nucleares, que de maneira direta e indireta fizeram pressões externas e internas para que os militares abandonasse as pesquisas de tecnologia nuclear de qualquer natureza, tecnologia esta que somente poucos países no mundo detem conhecimento.

     Angra 1 encontra-se em operação desde 1982 e fornece ao sistema elétrico brasileiro uma potência de 657 MW. Angra 2, após longos períodos de paralização nas obras, inicia sua geração entregando ao sistema elétrico mais 1300 MW, o dobro de Angra 1.

    O complexo industrial de Angra dos Reis, onde estão instaladas as duas usinas, tem o nome de Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto em homenagem ao primeiro brasileiro a lutar para que o Brasil produzisse energia a partir do átomo.